Orçamento impositivo
Historicamente, o orçamento brasileiro era "autorizativo": o governo podia aprovar a LOA e simplesmente não executar algumas despesas, incluindo emendas parlamentares. O orçamento impositivo mudou isso para as emendas individuais e de bancada.
Com a regra, uma parcela das emendas individuais e das de bancada deve ser obrigatoriamente empenhada e paga dentro do exercício. O governo não pode segurar esses recursos como moeda de troca política.
A mudança foi aprovada por PEC em 2015 e ampliada posteriormente. Defensores dizem que garante previsibilidade para os municípios; críticos apontam que engessa o orçamento e reduz a capacidade de ajuste fiscal.
Um prefeito que no passado precisava negociar com o governo federal para receber sua emenda agora tem garantia legal de que o recurso será empenhado — o que facilita o planejamento de obras e serviços municipais.